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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Minha árvore!

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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Andar de bicicleta em SP? Eu voto NÃO!

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Porque ainda não dá! Nem os carros e as motos estão conseguindo se entender em nosso trânsito. Os pedestres não respeitam a faixa, nem os motoristas. Estou com dois vizinhos acidentados. Eles aderiram à onda "vai de bike" e se deram mal. Um deles perdeu os quatro dentes da frente. Ambos estão com os rostos muito machucados.

Hoje,  na Avenida Sumaré, mais um caso:

13/06/2011 - 16h02


Presidente de conselho da Lorenzetti morre atropelado em SP

O empresário Antonio Bertolucci, 68, morreu na manhã desta segunda-feira após ser atropelado por um ônibus de turismo quando andava de bicicleta na região da avenida Sumaré, na zona oeste de São Paulo.

Bertolucci era acionista e presidente do Conselho de Administração do Grupo Lorenzetti, fabricante de duchas e chuveiros. Em nota, a empresa lamentou o acidente e disse que o empresário deixa mulher e seis filhos.

O atropelamento ocorreu por volta das 9h20. O motorista do ônibus disse à polícia que trafegava pelo acesso à avenida Paulo 6º quando ouviu um barulho ao fazer a curva. Ele afirmou só ter visto o ciclista, pelo retrovisor, quando ele já estava caído no chão, entre o ônibus e a guia.

Segundo o boletim de ocorrência, Bertolucci foi atingido pelo pneu dianteiro do lado direito do ônibus. O veículo passou, ainda, sobre a perna do empresário.

Ele foi levado para o Hospital das Clínicas, mas não resistiu aos ferimentos e morreu às 9h35.

Ciclistas estão organizando uma manifestação, inicialmente para as 19h, no mesmo local do acidente, para protestar contra a falta de segurança no trânsito.

A ocorrência foi registrada no 14º DP (Pinheiros), que vai investigar as circunstâncias do acidente.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/929284-presidente-de-conselho-da-lorenzetti-morre-atropelado-em-sp.shtml

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Farol colorido para motos, que tal?

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Às vezes é difícil ver uma moto pelo retrovisor durante o dia, mas a noite é muito mais.

Até mesmo quando estamos a pé e vamos atravessar a rua, esperamos passar todos os carros e nos surpreendemos com a chegada de alguma motocicleta.

É que a noite, além dos faróis serem relativamente altos e brilhantes, as lâmpadas que iluminam as ruas também ajudam a ofuscar nossos olhos.

Então a ideia de hoje é sugerir que os faróis das motos tenham uma cor diferente, tipo lilás ou azulada, para facilitar.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Notícia antiga. Eu moro nessa rua e nem fiquei sabendo... Arrastão!

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Grupo rouba 15 carros em estacionamento na zona oeste de SP

FOLHA

Um grupo de aproximadamente 20 criminosos roubou aproximadamente 15 carros em um estacionamento na rua Doutor Miranda de Azevedo, no bairro da Vila Pompeia, zona oeste de São Paulo, na noite de segunda-feira (27), de acordo com a SSP (Secretaria de Segurança Pública).

O dono do estacionamento não soube dizer a quantidade exata de carros roubados, nem os modelos ou placas.

Segundo a secretaria, um funcionário do estabelecimento informou à Polícia Militar que um homem em carro Vectra preto com vidros escuros entrou no estacionamento e perguntou o preço. Durante o atendimento, cerca de 20 homens entraram e anunciaram o assalto. Dois dos criminosos estavam armados, informou a SSP.

No total, foram levados cerca de 15 veículos, dois celulares e R$ 300. Um Gol prata que foi roubado na ação foi encontrado minutos depois.

O caso foi registrado no 7º DP (Lapa).

http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:EgxS96fiwzgJ:www.clickpb.com.br/artigo.php%3Fid%3D20101228011500%26cat%3Dpolicial%26keys%3Dgrupo-rouba-carros-estacionamento-zona-oeste-sp+miranda+de+azevedo,+1354&cd=4&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br&source=www.google.com.br

terça-feira, 12 de abril de 2011

Ela caiu sem chuva nem vento

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Hoje a noite, em pleno horário de rush, nossa querida árvore simplesmente morreu.
Esperou um exato instante em que ninguém estava passando nem nas calçadas nem na rua e caiu, carregando fios e deixando nosso quarteirão todo no escuro.
Foi generosa até no último instante.
Não resistiu à falta de cuidados, aos cupins, ao lixo jogado em seus pés.
Não resistiu à enchente oriunda daquela viela que sempre mostro aqui. Suas raízes devem ter ficado úmidas e nunca mais secaram, pois o cimento da calçada não permitiu.
Os vizinhos ficaram à sua volta durante horas enquanto seus galhos eram cortados e desenroscados dos postes. Pela primeira vez conversamos com várias pessoas dos prédios.
Muita gente do prédio que não conseguiu entrar de carro andou a pé pela rua (talvez pela primeira vez desde que se mudaram).
Conversamos, demos risada, vimos o subprefeito Carlos Fernandes chegar, examinar a árvore pessoalmente e dar os comandos para que a equipe da Prefeitura e da Eletropaulo unissem forças para removê-la do meio da rua.
Enquanto isso houve um acidente de trânsito. A CET chegou e não sinalizou o local corretamente, obrigando muitos veículos a se perderem pela Vila Anglo.
O isolamento ficou por conta dos funcionários dos prédios.
Enfim, trocamos ideias, observamos que pouca gente dos edifícios sai na varanda até mesmo numa hora como essa.
Soubemos direitinho o endereço do goleiro Rogério Ceni e certas atitudes que ele andou tendo no trânsito por aqui.
Também soubemos que seremos vizinhos da Daiane dos Santos e do preparador físico do Palmeiras.
Enfim, fizemos fofocas e amizade. Pena que foi por uma causa ruim.
Como conselheiras de metas entregamos à Prefeitura a sugestão de terceirizarem o serviço temporariamente, até que a demanda de árvores na fila de cuidados seja suprida.
Essa foi a terceira árvore que perdemos aqui no quarteirão só nesse ano.
Aos poucos nossa rua vai perdendo o cor-de-rosa. Por culpa da corrupção e dos porcalhões.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Antes de assumir minha nomeação como funcionária pública da Prefeitura, pedi para trabalhar na OUVIDORIA

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E a funcionária pública que estava me atendendo no processo de admissão olhou no fundo dos meus olhos e me disse: "Não faz isso, não!"

Eu insisti, pois tinha certeza do que queria: Já tinha comprado um livro super legal sobre o assunto e me preparado meio que "profissionalmente" para dar uma de Policarpo Quaresma querendo ajudar a humanidade em nome do patriotismo.

Ela novamente me disse: "Pelo amor de Deus, não vá pra ouvidoria não! Lá é um lugar horrível, você vai ficar louca! Meu filho trabalha lá e está sempre de licença médica!" O telefone toca o dia todo, do outro lado gente uma mais estressada que a outra. Tem que trabalhar as oito horas e não tem esquema como nos postos. E outra, os médicos que tomam conta desse setor ouvem as reclamações e quase nunca tomam providências. É enxugar gelo! Se ainda adiantasse alguma coisa, tudo bem. Mas não! É só pra se estressar!"

Diante de testemunho tão enfático, não fui pra ouvidoria. Também não fiquei na Prefeitura, pois lá tem muita gente insatisfeita com o próprio trabalho. Muita gente ganhando um dinheirão sem fazer nada, enquanto outros que fazem muito ganham um dinheirinho. É de se entender que dê raiva. E dá mesmo. Eu não aguentei e fui embora, e tenho até medo de voltar.

Lembrei de escrever isso assistindo ao que aconteceu no Rio na escola atingida pelo atirador. No primeiro dia em que comecei a trabalhar na Prefeitura (posto de saúde), só me apresentei verbalmente, disse que estava com os documentos e que iria entregá-los assim que tivesse certeza que continuaria ali. E passei dois dias inteiros trabalhando, tendo acesso a fichas, a protocolos, exames e outros documentos muito pessoais sem sequer me identificar formalmente.

Talvez por isso as pessoas saibam que vão entrar nos espaços públicos e circular livremente, como fez esse atirador. Também estudei em escola pública e lá entrava qualquer pessoa, pois os portões ficavam abertos direto. Não que eu não ache certo os portões ficarem abertos. Eu acho. Mas aqui, com tanto traficante e maluco, não dá! Os hospitais são outros exemplos de descontrole total. Até mesmo o Einstein, onde eu zanzei pelos elevadores sem medo de ser feliz enquanto minha irmã visitava um doente. Passeei pelo elevador panorâmico, admirei o estádio do Morumbi, paquerei, fui à lanchonete e ninguém me interpelou.

E quanto à Prefeitura, quando eu pedi para mudar de área, não deixou. E hoje está novamente com déficit de funcionários, abrindo concurso de emergência para suprir a carência de vagas que ficam "vagas" porque trabalhar na área da saúde na Prefeitura é um saco! É um monte de gente que trabalha e reclama, uma grande quantidade de trabalho e, pra maioria das pessoas, um salário bem mixuruca.

A gente reclama aqui dos serviços públicos, mas é duro trabalhar pra uma Prefeitura que pouco vê os munícipes, mas que vê menos ainda os próprios funcionários. Tem os vagabundos, claro. Mas tem também os burros de carga que carregam a cidade nas costas. É caso pra se pensar.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Rua Cajaíba, a árvore ocupou 100% da calçada

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obs: A árvore está atrás desse escadão. E esse escadão é pra subir na casa. Ou seja, o pedestre ou atravessa a rua, ou sobe as escadas e toca a campainha pra ver se com sorte consegue tomar um café. Parece mentira, mas fica na Rua Cajaíba perto da Alfonso Bovero.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Nem tudo está errado

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As calçadas da

Nem tudo está errado

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As calçadas da City Lapa podem ser uma boa inspiração para os outros bairros. Muitas estão em ordem, mas os moradores também sofrem com o desrespeito daqueles que confundem o mato com banheiro de cachorro. Mas só de não terem degraus já são meio caminho andado:

Nem tudo está errado

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As calçadas da City Lapa podem ser uma boa inspiração para os outros bairros. Muitas estão em ordem, mas os moradores também sofrem com o desrespeito daqueles que confundem o mato com banheiro de cachorro. Mas só de não terem degraus já são meio caminho andado:

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Servidor Público?

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obs: A zona oeste de São Paulo começa na Avenida Brigadeiro Luís Antonio com a Paulista.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Uma noite fatídica no ginásio do Palestra

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Vivi uma experiência única. Acompanhei minha sobrinha a um show no ginásio do Palmeiras, nesse final de semana. Jamais imaginei que passaria por horas tão desgastantes e intermináveis.

A fila para entrar era grande, até aí, tudo bem. Camelôs vendendo de tudo, inclusive bebidas alcoólicas para menores de idade em plena Francisco Matarazzo. Outros panfletando papéis que em dois minutos forraram as calçadas de sujeira. E abriram-se as portas.

Correria para entrar, na ânsia de pegar um lugar bem na frente para ver os ídolos. Mulheres sendo revistadas de um lado, homens do outro. E menores de idade entrando livremente, sem a solicitação de documentos.

Lá dentro, o piso do ginásio todo forrado com placas de madeira (essas placas de obra), unidas por fitas-adesivas. Fios encapados passando pela pista, facilitando tropeços. Goteiras brotando do teto por todo lado. Nenhum lugar para sentar, a não ser nos camarotes do segundo andar (são chamados "camarotes" mesas e cadeiras de plástico posicionadas no segundo piso).

Caixas vendendo fichas em cada canto do ginásio, e bebidas sendo entregues aos presentes em copos de plástico e latas. Vodka (5,00), uísque (R$ 15,00), refrigerante (R$ 4,00), cerveja (R$ 4,00) e energético (R$ 10,00).

Como não havia nenhuma lata de lixo pelo ginásio todo (a não ser nos banheiros), todos os copos e latas eram arremessados ao chão. O líquido ia escorrendo pelas placas de madeira, fazendo aquela sujeira... A música rolando alta, poucos seguranças para domar os muitos que fumavam pelo salão. O cheiro de cigarro se misturava ao de cerveja grudada e pisoteada pela pista, e o cheiro de pipoca que ficava lá no fundo do salão tomava o ambiente todo, com ranço de óleo queimado.

Uma vez ou outra algum segurança aparecia para pedir aos presentes que fumassem lá fora. Lá fora é a área de saída de emergência, que ficava tomada por pessoas exaustas pelas muitas horas em pé e também tomada por pessoas consumindo drogas livremente, sem que ninguém viesse repreendê-los. A música alta ecoando pelos ares da região até amanhecer tonteava até quem estava lá dentro. Um som realmente desrespeitoso aos moradores do bairro e também aos presentes. Os ecos eram tão fortes que conseguiam estragar a música e prejudicar a apresentação dos conjuntos.

Além disso, muitas meninas vestidas "para guerra", de forma extremamente vulgar. Trajes que fariam qualquer Geisy Arruda ficar vermelha. Jovens beijando outros sem parar, sem sentimento ou envolvimento algum, muitas vezes apenas pelo gosto de serem observados pelos outros jovens.

O teto do banheiro feminino caindo. O cheiro de droga impregnando o ambiente todo. A falta de higiene digna de nota. Eu nunca estive num local mais sem governo do que esse, sinceramente. Achei um desrespeito do Palmeiras com as pessoas presentes, com os moradores da região. Muitos dirão que o Palmeiras aluga o ginásio para os eventos, mas tem total responsabilidade em gerenciar o que acontece ali dentro. Fui a primeira a defender a reforma do estádio, sou palmeirense, sócia do clube, mas sinceramente esse tipo de evento está longe de ser o que queremos para nosso bairro.

A sorte é que não saiu briga nem correria, pois ali naquele lugar tragédias enormes podem acontecer sem que ninguém consiga impedir. A sorte é que as pessoas dali, apesar das drogas e da embriaguês, são pacíficas e bem educadas. (Exceto uns rapazes que vi chutando a porta de aço de um bar na Rua Turiassú, lá pelas seis da manhã).

 Na saída, mais perigo com pessoas se esmagando para caminhar entre os corredores e os gargalos que se formam até a porta da saída, onde ambulantes livremente impediam o trânsito nas calçadas, fazendo com que a multidão se espremesse em vários metros.

Fiquei abismada com a falta de responsabilidade dos organizadores e do Palmeiras. Com a falta de fiscalização da Prefeitura. A polícia estava lá fora, mas precisaria estar lá dentro! Fiquei  triste com a falta de compostura moral dos jovens de hoje. Fiquei triste por ver que a prostituição já não tem mais linha limítrofe entre a prática profissional e as noites de diversão de nossa cidade.

O Palmeiras precisa ter mais respeito pelas pessoas e pela região. E mais responsabilidade também, pois eventos como esse não deveriam acontecer dessa forma, sem segurança nem o mínimo de higiene.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Calçadas para que?

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Prédios Antenados e Conseg Perdizes/Pacaembu

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Quem quiser ver uma reportagem sobre o Conselho e o Projeto Prédios Antenados adiante o vídeo até o minuto 17 e assista. Dá pra ter uma ideia de como funciona uma reunião e como podemos ajudar nossa região a se tornar cada vez melhor.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Caixinhas de Natal

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Amigos, aproveitem a época para relembrar os parentes e amigos sobre a necessidade de não confiarmos em quem toca a campainha.

Os golpistas se aproveitam dessa época festiva para se dizerem prestadores de serviços das companhias de água, luz, prefeitura, etc, para levar caixinhas ou entrar nas residências.

Vamos redobrar os cuidados e aproveitar a oportunidade para gratificar quem realmente prestou serviço de qualidade, ou ao menos o prestou, como não foi o caso da empresa de coleta seletiva, por exemplo.

Mas o mais importante é não abrirmos as portas para estranhos, seja por que motivo for. (A não ser para os agentes de zoonoses, pois na Barão do Bananal existe uma pessoa com dengue e eles estão vasculhando a região)

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

No que posso ajudar?

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Quando eu era menina, meu pai tinha uma loja na garagem de casa. Nossa rua misturava imigrantes de vários países com migrantes nordestinos, alguns artistas e muito tráfico de drogas.

Já na escola estadual, quando fui estudar com meus vizinhos usuários e traficantes de drogas, aprendi a conviver com eles e saber que são pessoas como nós, que têm família, sonhos, altos e baixos. Sorriem e se emocionam, têm amigos, e muitas vezes passam imperceptíveis na comunidade. Claro, sempre houve o receio, o medo de sofrer violência, a falta de identificação até mesmo cultural, mas passamos a vida toda sendo vizinhos, de certa forma "respeitando-os" e sendo respeitados por eles, num pacto de silêncio conveniente às duas partes.

Voltando a quando era menina, no portão de casa esperando meu pai chegar, um deles passou na rua e deixou cair um pacotinho bem na minha frente, e eu, mesmo do alto de minha inocência, quando notei o que era, fechei o portão e subi correndo com o coração disparado. Contei tudo para minha mãe que serenamente me instruiu a ficar em casa, esquecer o ocorrido e deixar isso pra lá. Claro, logo que minha mãe se distraiu eu voltei pro portão pra ver se o pacotinho ainda estava lá, mas claro, não estava!

E de lá para cá continuei convivendo com usuários e traficantes pobres e também muito ricos, mas nunca mais nenhum deles me ofereceu droga alguma, além das lícitas.

Se na Pompeia, um bairro badalado, temos esse contato tão íntimo com as bocas de fumo, o que dizer dessa comunidade que vive apinhada e afunilada em corredores estreitos, vítima da exclusão social? Mas tanto lá como cá temos o alto índice de usuários, que são motoboys, dentistas, juízes, advogados, professores de educação física, analistas de sistemas, empresários, funcionários públicos, artistas, motoristas, etc.

O que temos em comum? O desgosto pela vida! A pergunta que precisamos nos fazer para combater o uso de drogas é essa. Por que as pessoas usam drogas? O que nos aflige? Oprime? Desilude? Desanima? O que cada um de nós pode fazer para mudar essa dinâmica? É um problema imenso, maior que o mundo? Sim! Mas a resposta é quem sou eu em família, que profissão escolho para atuar nesse mundo, se dou bom dia, se tenho preconceitos. Se valorizo mais o dinheiro do que o resto, se vejo na competitividade uma ótima oportunidade de humilhar os outros. Se me enfeito tanto a ponto de diminuir quem está em volta. Se minha ambição passa por cima da alegria dos outros. Se meu orgulho faz o outro se sentir ínfimo. Se traio meu companheiro, ou a confiança do amigo. Se passo cheques sem fundos ou sou no trânsito uma ameaça aos outros motoristas.

Alguns vendem drogas, outros usam. Outros ainda criam ambiente favorável para que a desilusão se instaure. As drogas são invariavelmente um recurso de fuga da realidade. Nosso desafio é tomar atitudes que possam suprir o bem-estar proporcionado pelas drogas. Quem é você na cidade? Faz sorrir ou faz chorar?