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segunda-feira, 20 de junho de 2011

Encontrei na rua...

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Para não dizer que encontrei no lixo, porque estavam super limpos, embalados ou encaixotados, esperando um interessado, a chuva ou o coletor, faço aqui uma lista das coisas que encontrei durante minhas caminhadas a pé:

- Um pisca-pisca com 15 lâmpadas grandes (daquelas que adornam árvores grandes) estilo antigo, onde apenas uma lâmpada estava queimada
- 12 cabides de madeira limpos e íntegros, fortes e maciços, do século passado
- 1 bolsa de couro contendo em seu interior um ótimo guarda-chuva (deve ter sido roubada e atirada ao chão)
- 1 bolsa sintética, mas muito bonita, dentro de uma caçamba, que após ter seu forro costurado, uso até hoje
- 1 curso completo de eletrônica (12 apostilas de um curso por correspondência)
- 1 dicionário médico
- 8 livros de enfermagem
- 1 coleção completa de apostilas do Anglo (essas salvei de pegarem chuva, foi sorte)
- 1 álbum de fotografias do Vampeta e do Edmílson de alguma fã que devia persegui-los e depois jogou fora
- Diplomas de um médico e de uma professora, que certamente faleceram e seus herdeiros ficaram com o apartamento, mas se livraram das lembranças e documentos
- Meia dúzia de sapatinhos infantis, um mais bonitinho que o outro, que foram jogados na porta da minha casa, com livros de português e inglês, alguns potes de plástico entre outros recicláveis perfeitamente utilizáveis.

E que eu me lembre, foi isso. Já achei dinheiro, carteira, cheque, comprovante de pagamento de IPVA. Eu adoro andar olhando o lixo, e uma das coisas que fico sempre querendo pegar é terra, daquelas que os prédios jogam dentro das caçambas. Inclusive aquele vaso anti-dengue que eu montei foi feito com a terra vermelha da obra da Rua Marcelina.

Outro dia, no Caldeirão do Huck, uma senhora humilde disse que a sorte é a gente morar num país onde muita coisa é jogada no lixo. Assim ela ia no fim da feira e conseguia alimentos para sua família, que duravam a semana toda.

Eu estive pensando em montar um serviço assim, onde a gente pudesse cadastrar o que tem em casa e quase não usa para poder emprestar pras pessoas que estão precisando. Acho que seria bom pro meio ambiente e pros nossos bolsos.

Os condomínios poderiam ter uma central de informações desse gênero, onde os livros de cada família montassem uma grande biblioteca pro condomínio. Isso se o ser humano não tivesse tantas neuras. Porque um é apegado, o outro não é organizado e acaba esquecendo de devolver, ou não cuida direitinho... Mas creio que esse tipo de atividade poderia se desenvolver ao longo do tempo com êxito. Porque os espaços estão cada vez menores e a quantidade de produtos que a gente tem necessidade de adquirir vai aumentando... Seria uma boa para que ninguém passasse vontade, sem gastar muito.

Eu mesma tenho tantas bolsas que não uso... Acho uma judiação comprar uma bolsa de festa para usar uma vez só. Certo mesmo seria emprestar.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Lapeanos unidos contra o fim da coleta seletiva na Praça Cornélia

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Moradores e entidades civil estão protestando contra o fim a coleta seletiva, promovida pelo padre José Carlos Spínola na igreja São João Vianney, na Lapa. O trabalho é realizado na Praça Cornélia desde 1997 por ex-moradores de rua - é a cooperativa Associação Reciclázaro.

Mas agora, com a transferência do padre José Carlos Spínola para a igreja de Pirituba, a cooperativa não será mantida por decisão do cardeal arcebispo Don Odilo Scherer.

Entidades, como o Mover Lapa, Nal (Núcleo Ação Local) Vila Romana, Conseg (Conselho Comunitário de Segurança) Lapa, Assampalba (Associação de Amigos e Moradores pela Preservação do Alto da Lapa e Bela Aliança) e Consabs Conselho das Associações Amigos de Bairro da Região da Lapa), enviaram email e fax ao cardeal, externando a insatisfação e solicitando uma reunião. Por conta do recesso para o fim de ano, ainda não houve resposta.

“É lamentável, é um projeto exemplo de educação ambiental e inclusão social. O trabalho é na praça Cornelia que antigamente era dominada pelo tráfico e, agora, as pessoas freqüentam o local”, disse a geógrafa Ros Mari Zenha, que é Pesquisadora do Instituto de Pesquisa Tecnológica de São Paulo (IPT) da Universidade de São Paulo e Conselheira do Cades (Conselho Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável) da Macro Região Oeste, que engloba Lapa, Butantã e Pinheiros, a Operação Urbana Lapa Brás segue indefinida.

Para os moradores, além de contribuir para o meio ambiente e a qualidade de vida da cidade, a Cooperativa é responsável por transformar positivamente a vida de muito moradores de rua. Apesar de ser realizada na igreja, o trabalho era ecumênico.

“Até onde eu saiba são 40 mil kg coletados por mês na nossa região. É muito material e todos se perguntam para onde vai tudo isso. É uma contribuição importante para cidade, sem contar que, com a Cooperativa, muitas pessoas deixaram as ruas”, lamentou o morador Marcos Moreno em entrevista à Rádio Cultura Brasil.
 
Emocionado, o padre, também em entrevista à radio, lamentou a situação. “Eu lamento toda a situação, fico sem entender essa transferência, conversei com o cardeal, pedi para continuar, mas não obtive resultado nenhum”.
 
Vejam Matéria: http://www.diariodalapa.com.br/noti_zoeste/coletaseletiva_2912.htm

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Comunicado urgente! Preciso do apoio de vocês amanhã (quinta), 11h00 - matéria na TV‏

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Olá munícipe Lapeano,


O Conseg-Lapa está na luta junto com outras lideranças para que o Padre José Carlos da Paróquia São João Maria Vianney, que fica na Praça Cornélia nao seja transferido.

Não sabemos o porque estão querendo transferir o padre e desativar a Associação Reciclázaro acabando assim com o trabalho de coleta seletiva e inclusão social do bairro.

Amanhã dia 30/12 (quinta-feira, 11:00 hs) a TV dos Trabalhadores irá fazer uma matéria , na porta da Igreja e é importantíssimo que tenhamos lá muitas pessoas.

Eu falarei como presidente do Conseg-Lapa e a Ros Mari falará como representante da Região Macro Oeste no Cades SVMA e a TV também irá entrevistar a comunidade.

Por favor, chamem seus parentes, amigos e vizinhos - um número grande de pessoas fortalece nossas reivindicações.

Fique por dentro do que vem acontecendo: OUÇA O AUDIO COM A POSIÇÃO DO PADRE

http://www.culturabrasil.com.br/programas/atencao-brasil/arquivo-5/entidades-protestam-contra-o-fim-de-ponto-de-coleta-seletiva-em-igreja


CONTO COM A PRESENÇA E APOIO DO MUNÍCIPE !

Atenciosamente,
Cleide Coutinho
Presidente Conseg-Lapa

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Coitado de quem mora aqui!

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Outro dia estava passando a pé pela Rua Barão do Bananal, na lateral do Sesc Pompeia, e um cheiro horrível de fumaça (poluição forte e insuportável) emanava lá de dentro, do portão que dá acesso ao teatro e que fica sempre fechado.
Hoje, durante uma contação de histórias lá dentro, senti o mesmo cheiro. 
O que será isso? Pobres moradores e frequentadores! Tomara que isso se resolva logo, porque eu adoro o Sesc Pompeia.

sábado, 7 de agosto de 2010

O desgosto que o lixo me traz

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Eu vivo reclamando do lixo nas ruas. Tanto que um amigo meu propôs que observássemos esse problema como um desafio. Visão empresarial, foco, planejamento, ação. Ora, que bobagem! - pensei a princípio. Mas no dia seguinte senti vontade de fazer um teste.

Saí pela rua fotografando tudo que era lixo jogado. Separei as imagens por tipos, separei a rua por quadras, separei os lados da rua, a classe social habitante em cada trecho. As empresas ali localizadas, seus entornos. Pensei no jeito que o brasileiro tem de viver, nossos hábitos, crenças. Também lembrei da qualidade da prestação do serviço público e seus efeitos comportamentais.

Olhei pra minha casa e percebi que também erramos. Que podemos melhorar. E avaliei os motivos de nossa inércia. Percebi que há solução. Dá trabalho, não vai ficar 100% tão já, mas que dá pra melhorar muito, é só arregaçar as mangas. Que a mensagem não pode ser generalizada e sim individualizada, para que cada um tenha motivação para fazer a sua parte, sem que a mudança de hábito implique em desconforto.

Notei que o problema da sujeira dos cães já diminuiu bastante, embora ainda exista em quantidade considerável. Que grande parte da sujeira provém de restos de alimentação, então nossas padarias, pizzarias e lanchonetes podem nos ajudar bastante nessa missão. Também notei que o lado par da rua é bem mais limpo que o lado ímpar. Que há trechos onde o problema do lixo praticamente inexiste, e que esses trechos se avizinham. Notei que muitas vezes o lixo é jogado por praticidade, por crianças. Empresas entregam publicidade em casas sem caixa de correio e os cartões voam pelas calçadas. Outras grudam adesivos em garagens e talvez seja questão de começarmos a telefonar para eles, pedindo para trocarem a forma de propaganda.

As garrafas plásticas poderiam ser retornáveis, o que já limparia a cidade em grande parte. As formas de pizza poderiam ser reutilizáveis, pois é muito comum ver embalagens de pizza soltas por aí. (Por que será que as pessoas deixam as embalagens de pizza para fora do saco, se é tão fácil rasgá-las?)

Notei que nossos canteiros são facilmente relacionáveis pela mente popular a ótimos locais para se atirar lixo e que nessas cabeças esse é o local ideal e certo (um cantinho). Percebi que as placas educativas também sujam a cidade. Que o trabalho de educação deve ser silencioso, dirigido, sentido.

Cachorros perdidos devem contar com uma central de informações regional. Não mais será preciso sujar a cidade com mil cartazes ou carros de som. Enquanto pensava tudo isso decidi consertar minha porta, os buracos da calçada, o canteiro da árvore. Percebi que é fácil fechar um buraco com cimento, não é preciso ser pedreiro, basta ter o material e um pouco de boa vontade.

Olhar a cidade assim me deixou mais esperançosa.

domingo, 1 de agosto de 2010

Fogueirinha no morro

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Junho já se foi, julho também. Mas a bendita ideia de "fazer uma fogueirinha" para se livrar do lixo, do entulho e do rato morto, ficou. Se vocês percorrerem os olhos pela escada do morro verão a fumaça e o fogo, que foi ateado sem cerimônia em plena luz do dia.

Foi assim que meu vizinho quase incendiou sua própria casa. Podou o matagal do quintal, ateou fogo depois que o mato estava seco e de repente viu o incêndio se espalhar. Gritou por socorro desesperado. Graças a Deus não aconteceu nada mais grave, mas nessa brincadeira perdemos uma árvore e duas bananeiras, que estavam dentro do quintal dele.

Essas árvores do morro são centenárias. Vamos ajudar a preservá-las!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

O lixo nas ruas tem a cara do brasileiro

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Sim. Nossos lixos pelo chão são sinalizadores de nossas atitudes diante da vida e do mundo. Nossos trecos espalhados por aí são rastros de nossa pressa. Rastros da vontade que temos de nos livrarmos rapidamente daquilo que incomoda, do que não cabe mais em nossas vidas. Fazemos isso até com os "amores"! Como sair por aí pedindo que tenham consideração pelas ruas ou pelo vizinho, se muitos não sabem nem onde estão os filhos naquela hora?

Mas o lixo não sinaliza apenas coisas ruins. Indica também nosso excesso de tolerância, benevolência. Nossas vistas grossas para os erros alheios. Objetos que escancaram nossos hábitos. Acumulados de coisas soltas que ninguém faz questão de julgar. O lixo pelas ruas é a maior bandeira de nossa extrema liberdade.

Nosso país nos oprime em moldes arcaicos de comportamento e pensamento. E ao mesmo tempo nos traz para porta de casa o mundo todo numa tacada só. Observar o lixo nos permite conhecer melhor o vizinho. Seus hábitos de consumo, como anda seu bolso, sua alegria.

Eu tenho medo do dia em que alguém vier me multar quando deixar um papel de bala cair no chão, sem querer. Nesse dia terei certeza que nossa liberdade flamula distante. Quero eu poder escolher onde despejar meu papel. Sei que escolherei sempre o recipiente apropriado. Mas sei também que se caso algum dia me der a louca e eu agir inconseqüente, a cidade não irá me julgar por um ato isolado, e isso é bom.

Sair espalhando placas educativas é interessante, pois nelas podemos expressar nosso incômodo, nossos anseios e dissabores. Mas também sei que placas mal educadas entristecem a cidade, criam estigmas. Sinalizar bons hábitos com placas de duro conteúdo não é simpático, nem legal, em todo sentido da palavra. Não serei eu a sinalizar o bom hábito do vizinho através de uma placa. Poderei pedir. Nunca mandar.

Devemos ter cuidado ao lançarmos mão de truculências, pois a vida leva e traz. Respeitemos o cursar do rio, aprendamos com ele. E enquanto o rio não nos leva ao destino sem que o remo nos seja pesado, aceitemos seu curso, admiremos a paisagem e aprendamos com ela. Sem isso não haverá felicidade.

Um amigo me fez refletir com seus poemas, aqui está:
http://www.germinaliteratura.com.br/2010/artes_paulo_dauria_jun10.htm

domingo, 18 de julho de 2010

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Edifícios, prós e contras

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Como a verticalização muda a cara da cidade, e seu efeito "dominó":





Esse quarteirão não tem prédios, mas está bem ao lado do que só tem prédios e segue o exemplo de limpeza:

terça-feira, 13 de julho de 2010

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Enchente, a culpa é da gente!

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É difícil acreditar que estamos numa metrópole da magnitude de São Paulo:

E que graças à falta de amor e de cuidados da população, em dias de chuva forte esse lugar aí de cima fica assim:

Esse é o outro ângulo do descuido:

Que em dias de chuva obriga o ônibus a desviar o seu caminho, e as pessoas a saírem correndo:

Um programão para o final de semana é conversar com os vizinhos sobre isso. Eu moro nessa rua. Quem morar também e quiser tentar convencer os vizinhos sobre a importância de cuidarmos de nossa rua, que afinal de contas é o quintal de nossas casas, é só me escrever. É uma vergonha morar nessa rua, não é?