segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Maioria dos porta-bandeiras não vota nos candidatos contratantes

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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Teoria das Janelas Partidas

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Todo o trabalho da Escola Urbana vai se basear nessa teoria. Segundo minha observação e vivência pessoal, ela é altamente pertinente e sábia. Partiremos desse conceito e também do conceito de repetição e similaridade, onde a higiene e a beleza inspiram e apuram o senso de organização e estético.

Fixing Broken Windows: Restoring Order and Reducing Crime in Our Communitiesde George L. Kelling e Catherine Coles é um livro de criminologia e sociologia urbanapublicado em 1996, sobre crime e estratégias para o conter ou eliminar dos ambientes urbanos.[1]

[editar]O livro

O livro é baseado num artigo com o título "Broken Windows" de James Q. Wilson eGeorge L. Kelling, que surgiu em março de 1982 no The Atlantic Monthly.[2] O título provém dos seguintes exemplos:
"Considere-se um edifício com algumas janelas quebradas. Se as janelas não são reparadas, a tendência é para que vândalos partam mais janelas. Eventualmente, poderão entrar no edifício, e se este estiver desocupado, tornam-se "ocupas" ou incendeiam o edifício.
Ou considere-se um passeio. Algum lixo acumula-se. Depois, mais lixo acumula. Eventualmente, as pessoas começam a deixar sacos de lixo."
Uma estratégia de êxito para prevenir o vandalismo, dizem os autores do estudo, é resolver os problemas quando eles são pequenos. Reparar as janelas quebradas em pouco tempo, dizem os autores, e ver-se-á que os vândalos terão menos probabilidade de estragar mais. Limpar os passeios e a tendência será de o lixo não acumular.
A teoria faz duas afirmações principais: que o crime de pequena escala ou comportamento anti-social é diminuído, e que o crime de grande escala é, como resultado, prevenido. A principal crítica desta teoria foca sobretudo esta última afirmação, que considera não provada.

[editar]Referências

  1.  George Kelling and Catherine Coles. Fixing Broken Windows: Restoring Order and Reducing Crime in Our CommunitiesISBN 0-684-83738-2.
  2.  James Q. Wilson, George L. Kelling. BROKEN WINDOWS: The police and neighborhood safety (PDF). Página visitada em 2007-09-03. (text version)

Fonte: Wikipedia

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Estudar a cidade e o grande desafio de ajudar a organizá-la

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Ufa, essa cidade é um elefante branco...
A gente ajeita de um lado, desajeita do outro, aí aparece um problema novo.
E o outro problema, sem ninguém mexer um dedo, se resolve sozinho.
Gerir uma cidade como a nossa é para os fortes. 
Agora vem as bicicletas, os carros, os pedestres, as motos...
E também o tal trem aéreo, muitos helicópteros, aeroportos lotados... Puts...
E o povo joga lixo na rua, o gari varre, o vento traz papel, saco, folha, pó... 
Mas alguns lugares se mantem limpos e outros nem tanto.
Alguns bairros tem pouca criminalidade, com o mesmo perfil de outros super violentos.
E a gente olha, conversa, e não entende nada.
Mas algumas pistas vão aparecendo pelo caminho, algumas paredes ficam sempre rabiscadas, mas aí a gente limpa, pinta de uma cor diferente e nunca mais ninguém rabisca.
Um canteiro sujo de uma hora pra outra fica sempre limpo, pois alguém inventou de plantar uma florzinha diferente.
Já num outro, num outro lugar, nunca para uma flor.
E aí esse assunto vai encantando, e nos desafiando a observar e a criar soluções diferentes para essa cidade TÃO DIFERENTE. Vamos lá?

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Rede Nossa São Paulo - IRBEM, seus índices e pré-candidatos

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Watch live streaming video from nossasaopaulo at livestream.com

Hoje estive nesse encontro de pré-candidatos à Prefeitura de São Paulo e mais uma vez pude confrontar a visão da cidade sob os diversos ângulos de pontos de vista e também de interesses políticos.

A cidade e suas nuances é um mistério profundo para todos nós.

Tenho interesse pela cidade e pelas políticas públicas desde jovem e lembro como se fosse hoje o dia em que Tancredo ficou doente, rodeado de mistérios. Também das histórias que minha mãe contava de quando veio da Itália e não entendia português mas entendeu quando Getúlio Vargas morreu. Outro mistério.

Também de quando minha irmã trabalhava na Nova Central do Bradesco, perto do Dops e meus pais ficavam com medo da repressão contra os estudantes e das bombas de gás atiradas na Avenida Ipiranga.

Lembro como se fosse hoje quando minha mãe andava pela rua comigo ainda criança, aprendendo a ler. Ela pedia para conversarmos baixo pois ela e meu pai eram estrangeiros e se fossem pegos falando mal do Governo poderiam ser deportados.

Lembro da minha adolescência.Abraçamos o título de eleitor com dezesseis anos e o primeiro voto já foi pra Presidente. E de nossa decepção por não eleger o candidato sonhado. 

E lembro de tudo um pouco: Na faculdade, e eu saindo da FAAP acompanhada pelos estudantes da PUC, passando no Mackenzie e pegando carona no carro do PT para engrossar a massa manipulada na Avenida Paulista. Eu era burra mas não tanto a ponto de aceitar segurar a bandeira vermelha. Meu primeiro voto foi emocionante pois marcava o fim do medo da repressão. Depois veio o medo do Lula. Esse ainda não passou.


O PT tratou de dissolver as associações de bairro e transformá-las em núcleos para impedir a formação de lideranças regionais fortes. Essa democracia é estranha.

Nesses anos todos foram muitas horas de TV Câmara, TV Justiça, Mensalão, Escândalo das Esmeraldas, das Loterias, muitos livros sobre Política, muitas apostilas sobre gestão pública. Muitas horas na faculdade de Economia. Muito papo, muita leitura de jornal e agora com a vivência no Conselho de Metas, no Conseg e aos poucos tudo o que era obscuro vai clareando, muitas claridades vão se enebulando e a vida vai parecendo uma viagem de descida da Serra, em dia de neblina pesada.

Hoje no indicativo IRBEM da Rede Nossa São Paulo já cheguei confiando desconfiando das estatísticas que mais um ano apontam a cidade como aquela que privilegia o centro-oeste e esquece a periferia, sem considerar em voz alta a história da cidade e seu desenvolvimento a partir do centro. 

O IRBEM não comenta a grande área de terrenos invadidos na periferia da cidade nem sua ocupação desordenada. Não comenta nem considera a história recente de São Paulo como uma cidade que nasceu comercial, virou industrial e hoje é uma cidade de serviços.

Esse indicativo e sua forma de apresentação também privilegia a ira pobres desfavorecidos contra ricos privilegiados, o que hoje em São Paulo não é mais uma realidade. A região centro-oeste arrecada impostos municipais em grande escala e os distribui para o resto da cidade, assim como São Paulo faz com os outros estados do Brasil. Mas isso não é considerado pelo IRBEM, que não comenta nosso IPTU milionário confrontando-o com nossas ruas sujas e esburacadas.

O índice IRBEM coloca a zona sul como alto índice de gravidez na adolescência e transfere ao poder público a responsabilidade por essa estatística. Sim, a educação e prevenção, o planejamento familiar é uma das funções do Governo mas o responsável por esse assunto é a FAMÍLIA. Se as famílias estão desestruturadas ou se a TV incentiva o sexo precoce sem que possa haver censura, segundo meu entendimento essa culpa não é do Prefeito nem do Secretário.

Ainda lembrando sobre meu passado, lembrei que meus pais vieram pro Brasil como imigrantes e não invadiram terreno. Foram trabalhar de empregados, pagaram aluguel, moraram em garagem, quarto e cozinha, compraram terreno e demoraram trinta anos para construir a casa bonita onde moramos até hoje. Para isso quase não passearam, andaram muito de ônibus, nunca mais voltaram para a terra-natal. Não foram muito ao cinema. Usaram roupas até acabar. Comeram comida básica. Ensinaram as filhas sobre a importância do recato. Os perigos do sexo inseguro. Falaram sobre honra e vulgaridade. Matricularam as filhas em escola pública e só uma passou em vestibular público. Pagaram faculdade de medicina sem terem estudo algum. Nunca fomos beneficiados por cotas. E assim, para hoje terem alguma coisa, passaram vontade para inúmeros ítens de consumo. E pagaram muito imposto. Só foram pagar plano de saúde na terceira idade. 

O IRBEM ainda coloca os que tem plano de saúde como a meia dúzia de privilegiados. Deveria lembrar que se essas pessoas estivessem nas filas dos hospitais públicos elas seriam maiores ainda. Então os ricos nesse caso não estão sendo privilegiados mas sim prejudicados, pois além de pagar ainda esperam pelas consultas um bom tempo. Esses mesmos pagam escola particular para os filhos - mais vagas para os menos favorecidos. Também empregam pessoas que moram na periferia. Mais trabalho para o povo. 

Nada mais natural do que a região central ter mais equipamentos públicos pela história de desenvolvimento da cidade e também pelo fato de concentrarmos grande número de empregos. Não somos os únicos a desfrutar os serviços públicos aqui oferecidos. Se for ver, os que moram aqui são os que menos desfrutam. E estão sendo expulsos da sua própria região com a verticalização desordenada. Mas isso não aparece no IRBEM. Para construir a cidade dos sonhos é preciso tempo para urbanizar ainda mais as favelas e as ocupações do solo efetuadas sem nenhuma responsabilidade. Nisso a cidade errou, e errou feio. Não é possível permitir a invasão desordenada do solo sem fiscalização efetiva. 


Fazer alguém trabalhar a vida toda e morrer pagando aluguel como pagamento por ser honesto e dar casas de graça para os invasores é no mínimo estranho. Ainda mais por sabermos sobre a alta organização dos movimentos de invasão de edifícios. Os camelôs também costumam ser bem organizados. Por isso vendem do mesmo fornecedor "tadinho". 

Falar mal do Governo é prática comum, vende Jornal e é carne de vaca. Todo mundo faz isso e faz bem. É lógico que se na TV tanta coisa ruim passa o tempo todo, as pesquisas indicarão desempenho ruim sempre. A Soninha Francine percebeu isso na pesquisa e comentou. Ela tem toda razão. E também sabe o que está falando pois foi Subprefeita e viu a cidade como um todo. A incompetência pública não é assim tão absurda. Se fosse, estaríamos afundados nos sacos de lixo. 

Netinho de Paula acompanhou os índices das pesquisas (em sua grande parte óbvios, apontando as diferenças de desenvolvimento entre o Centro e a periferia) e alegou ter ficado com depressão. O que é de se estranhar já que ele é vereador há anos e deveria conhecer grande parte dos índices explanados. E também lembrou ter sido pobre e ter andando de ônibus. Entendo que um bom vereador não deixa de andar de ônibus nem de ir ao banco ou fazer coisas normais só porque está mais rico. Assim fica difícil saber os problemas da população. A mobilidade urbana é para todos. Pobres e ricos. É tão errado um pobre demorar três horas no ônibus para chegar no centro como um rico ficar três horas na radial para chegar em Aricanduva. Deve ir de metrô.

Senti falta da Rede Nossa São Paulo falar sobre as competências necessárias a um bom Prefeito. Pois ali estavam pessoas de diferentes formações. São Paulo, com tantos problemas, não precisaria de uma pessoa bem preparada e excelente conhecedora da cidade para assumir esse compromisso? Ou será que a culpa é só da corrupção generalizada? Será que as pessoas não confiam nos políticos só porque são corruptos ou também por eles terem fichas criminais apontando outros boletins de ocorrência? E mesmo que tenham a capivara em ordem, será que têm estudo suficiente? Porque eu teria vergonha de me tornar o Tiririca do Senado.


Senti falta da Rede Nossa São Paulo destacar na pesquisa o índice de conscientização do comportamento pessoal do indivíduo e seu impacto na cidade. Senti falta da Rede Nossa  São Paulo destacar o grau de conhecimento das pessoas sobre a história da cidade e de sua fragilidade geográfica. De destacar na pesquisa a importância do respeito aos seus moradores e aos seus mananciais. A obrigação de todos em pagar impostos. A igualdade como um todo.


Minha vizinha tem casa no Nordeste mas veio pra cá ganhar um dinheiro para fazer uma poupança. Ela é faxineira na fábrica da frente e paga o aluguel de um quarto e cozinha com metade de seu salário. Não virou camelô nem invadiu casa abandonada. Paga impostos. Guarda pouco dinheiro porque quase não sobra. Não tem bolsa-auxílio presidiário. Sustenta seus filhos. Tem dignidade e sabe distinguir o que é seu e o que não é. Ela é pobre. E mora na zona oeste.

Gabriel Chalita citou Aristóteles e o modelo ideal de democracia. Ele tem razão, realmente seria incrível poder desfrutar dessa bênção, não fosse a ganância e a vaidade humana sempre falar tão alto. E eu não critico quando valores morais ou até mesmo religiosos sejam misturados à política. Acho que tudo se interliga. Mas obviamente a podridão das instituições maculou esse processo. Chalita tem vocação pra ser grande, mas para ser Prefeito de São Paulo é preciso entender menos de filosofia e mais de logística. Entender de drogas, de latas de lixo. O Prefeito precisa conhecer direitinho as regiões, os bairros, os perfis. Ter ótimos contatos e muito pulso para lidar com um elefante branco. Ser um administrador. E um político brilhante. Além de estar rodeado por uma equipe confiável. O que hoje é difícil em todos os partidos.

A organização da Rede Nossa São Paulo já começou falando mal do PSDB. E passando algumas informações incorretas sobre as prévias. Mas, tudo bem. O público também era meio tendencioso mas também, tudo bem. Isso fica fácil de perceber só batendo o olho no pessoal. Não eram todos, claro, mas grande parte dos movimentos de partidos x e y. 


O representante do PSOL arrancou palmas da plateia ao fazer um discurso muito parecido com o do antigo PT, sobre desigualdades, passe livre, proletariado. Teceu duras críticas a ação do Governo em suas intervenções na USP e na Cracolândia. Criticou os militares, confundindo a polícia militar de hoje com o militarismo. As ações da USP e do passe livre depredaram patrimônio público e defender essas atitudes é sonhar com um Brasil oriental e ocidental, como na Alemanha. Pensar os pobres de hoje como pessoas burras, desinformadas ou sem atitude e encontrar um padrão de comportamento uniforme para todos é desconhecê-los. Os pobres de hoje tem hábitos de consumo surpreendentes. Os shoppings sabem disso e estão montando unidades bem sucedidas na periferia.  É preciso melhorar a remuneração e também os serviços públicos, melhorar o transporte mas também é preciso defender os pobres do consumismo descartável. Ajudá-los a planejar a vida, as finanças, ajudá-los a ganhar mais e a poupar mais. E mostrar a eles sobre o custo de um bebê. O governo não pode ser o segundo pai de todos. Ainda mais numa cidade onde milhares chegam todos os dias na rodoviária. É muito peso para São Paulo suportar sozinha. Ainda mais pagando dez por cento de sua receita em dívidas para o governo federal. Se o deserviço do PT ao diminuir a receita para a educação em 5% inviabiliza o desenvolvimento da educação, o passe livre também inviabiliza o empresário do transporte a investir nesse ramo. Haja amor para um e para outro. Talvez o mais certo fosse cobrar tarifa por metragem, aí sim seria mais justo. E uma tarifa máxima municipal. Aí sim, a partir da tarifa máxima, passe livre. 


A figura do empresário vilão é antiga. E se os pobres fossem todos iguais já teriam aderido à campanha do passe livre. O movimento não consegue sair dos diretórios acadêmicos das universidades. Deve existir alguma razão para isso. O povo não é assim tão burro como os movimentos revolucionários imaginam. Esses movimentos atribuem a não adesão à falta de conhecimento político mas estão enganados. Precisam se dar conta disso. O discurso político não pode ser igual ao de vinte anos atrás, pois nesses vinte anos São Paulo, a economia, a tecnologia, o perfil de consumo e os desejos individuais são outros.


Fiz uma experiência e fui estudar história numa apostila do Anglo. O bom de estar mais velha é poder ler sobre assuntos  contemporâneos e pude perceber como é absurda a forma tendenciosa como a história política é colocada. Pobres jovens diante desse péssimo material didático. E de grão e grão vamos construindo nossas mentes e nossas vidas em cima de mentiras. Já não bastam os erros de percepção ainda somos assolados com as distorções propositais. Pobres bíblias; Fábulas e mais fábulas seguramente as compõem.

É isso aí. Votar é um tiro no escuro. Ler jornal, ir à missa e estudar são dois. E quando a gente percebe já está no meio dos cara-pintadas, fazendo papel de palhaço.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Feliz 2012

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Ai ai.. Faz tempo que não escrevo aqui por dois motivos: O primeiro é que estou sem vontade de escrever e quando a vontade aparece é para falar sobre coisas que não são sobre a região.
Só ontem quando fui pegar o Calendário 2012 na Igreja da Pompeia vi que havia um poster gigante com os nomes dos dizimistas e não obstante a esse escândalo, vários banners aclamando os mesmos em direção ao altar. Puxa vida, Padre Arlindo, isso está mais para Igreja Universal, né? Só falta distribuir o canhoto para débito automático! Padre, não foi o senhor que me ensinou que caridade se faz em silêncio? Então... Agora fiquei confusa! Eu sei que a Igreja precisa de dinheiro, mas também não vamos colocar tanto em primeiro plano, né? Porque senão a gente deixa de ser carismático para virar enigmático.

Bem, continuando, para dizer sobre 2012 que esse post vai sem revisão ortográfica porque não estou com vontade de corrigir nada: Nesse ano aprendi muitas coisas, a principal delas é que estamos valendo cada vez menos. Apesar de estar ficando mais velha, estou cada vez mais "linda" para tudo que é homem. Isso porque eles chamam a gente de "linda" justamente por não terem capacidade de decorar os nossos nomes. E também não por falta apenas de memória, mas também de interesse. E o sexo vai virando cada vez mais casual, cada vez mais profissional, não no sentido da sapiência, mas sim da mecânica do processo. É uma pena.

E depois de falar sobre Igreja e sexo no mesmo post, prossigo falando sobre lixo e cocô de cachorro, o que muda de assunto, mas não tanto. Nossas ruas continuam sujas, os cocôs estão em menor quantidade, mas continuam por aí. E os carros nas ruas cada vez mais caros e chiques. E nossos ônibus demorando cada vez mais. Tava na hora do nosso povo investir mais em bons costumes e menos em ostentação, não é mesmo? Seria bom.

E pra falar sobre coisas boas deixo a alegria por ver os prédios lindamente enfeitados e enfeitando nosso bairro, as calçadas dos prédios sempre retas e limpinhas e suas lixeiras reciclando o lixo cada vez mais.

Celebro o Pão de Açúcar da Aurélia como o lugar mais elegante do pedaço, com a maior quantidade de produtos refinados e exóticos por metro quadrado e também a maior quantidade de homens bonitos por metro quadrado. Apesar "de que" beleza não se põe à mesa, isso já estou cansada de saber. Escrevi isso só para não perder o costume de escrever coisas sem pensar, como estamos acostumados a fazer há séculos.

E que venha 2012, espero que nesse ano eu fique menos na internet, pense menos em sacos de lixo, possa encontrar coisas legais para fazer, encontre menos malucos em meu caminho e quem sabe encontre finalmente alguém que saiba me chamar pelo nome.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Cidade enfeitada para o Natal

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A Paulista está parada. Milhares de lâmpadas e enfeites estão por toda parte e pra combinar os faróis e lanternas dos carros enfileirados forram a avenida.

Está tão enfeitada que chega a ser poluída. Já não bastasse a poluição do ar e sonora durante o dia, agora a poluição visual. É um amontado de bonecos e enfeites que chegam a ser... de mau gosto.

É como quando a gente compra uma árvore de Natal e põe todos os enfeites do armário pendurados de uma vez.

As árvores dos shoppings também estão abarrotadas e até hoje só não vi pendurarem dinheiro - o resto, tem de tudo: Ursos, flores, bolas, bonecos, sinos, chaves, caixas de presente...

O senso estético do brasileiro é um caso sério. Boa prova é terem montado um palco na Paulista todo vermelho, cheio de bonecos gigantes que simplesmente mataram a vista do horizonte da avenida.

E haja Papai Noel. Se eu fosse criança, ia ficar de bode. Sem querer desvendaram o mistério de que Papai Noel é uma grande mentira, pois se não fosse não poderia estar em toda parte já em novembro. Eles estão pelas ruas, pelos enfeites, em tamanho natural e gigante. Em versão viva e inanimada. Papai Noel não existe, se existisse, não seriam tantos. Perdeu a graça.

Salva-se disso tudo o presépio da Pça Charles Miller e a projeção de luzes no estádio. O Parque Ibirapuera. Edifícios enfeitados com bom senso estético. E a árvore de Natal da vovó, onde balas de chocolate e caramelo eram penduradas e a gente ficava louco pra passar o Natal só pra poder comê-las. Fora isso haja panetone o ano todo, regado a nozes e peru, que até dentro do pastel de feira já foi parar.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Teoria das janelas partidas (sobre vandalismo)

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...esta teoria explica por que é que os usuários de trens de SP tratam de forma diferente os trens da CPTM e o Metrô:

Em 1969, na Universidade de Stanford (EUA), o Prof. Phillip Zimbardo realizou uma experiência de psicologia social. Deixou dois automóveis abandonados na via pública; dois automóveis idênticos, da mesma marca, modelo e até cor. Um deixado no Bronx, na altura uma zona pobre e conflituosa de Nova York e o outro em Palo Alto, uma zona rica e tranquila da Califórnia.

Dois automóveis idênticos, abandonados em dois bairros com populações muito diferentes e uma equipe de especialistas em psicologia social estudando as condutas das pessoas em cada lugar.

Resultou que o automóvel abandonado no Bronx começou a ser vandalizado em poucas horas. Perdeu as janelas, o motor, os espelhos, o rádio, etc. Levaram tudo o que fosse aproveitável e aquilo que não puderam levar, destruíram. Contrariamente, o automóvel abandonado em Palo Alto manteve-se intacto.

É comum atribuir à pobreza as causas de delito. Atribuição em que coincidem as posições ideológicas mais conservadoras, (da direita e esquerda). Contudo, a experiência em questão não terminou aí, quando o automóvel abandonado no Bronx já estava desfeito e o de Palo Alto estava há uma semana impecável, os investigadores partiram um vidro do automóvel de Palo Alto.

O resultado foi que se desencadeou o mesmo processo que o do Bronx, e o roubo, a violência e o vandalismo reduziram o veículo ao mesmo estado que o do bairro pobre. Por quê que o vidro partido na viatura abandonada num bairro supostamente seguro, é capaz de disparar todo um processo delituoso?

Não se trata de pobreza. Evidentemente é algo que tem a ver com a psicologia humana e com as relações sociais.

Um vidro partido num automóvel abandonado transmite uma ideia de deterioração, de desinteresse, de despreocupação que vai quebrar os códigos de convivência, como de ausência de lei, de normas, de regras, como que vale tudo. Cada novo ataque que o automóvel sofre reafirma e multiplica essa ideia, até que a escalada de atos cada vez piores, se torna incontrolável, desembocando numa violência irracional.

Em experiências posteriores (James Q. Wilson e George Kelling), desenvolveram a 'Teoria das Janelas Partidas', a mesma que de um ponto de vista criminalístico, conclui que o delito é maior nas zonas onde o descuido, a sujeira, a desordem e o maltrato são maiores.

Se se quebra um vidro de uma janela de um edifício e ninguém o conserta, muito rapidamente estarão quebrados todos os demais. Se uma comunidade exibe sinais de deterioração e isto parece não importar a ninguém, então ali se gerará o delito.

Se se cometem 'pequenas faltas' (estacionar-se em lugar proibido, exceder o limite de velocidade ou passar-se um semáforo vermelho) e as mesmas não são punidas, então começam as faltas maiores e logo delitos cada vez mais graves. Se se permitem atitudes violentas como algo normal no desenvolvimento das crianças, o padrão de desenvolvimento será de maior violência quando estas pessoas forem adultas.

Se os parques e outros espaços públicos deteriorados são progressivamente abandonados pela maioria das pessoas (que deixa de sair das suas casas por temor aos gangs), estes mesmos espaços abandonados pelas pessoas são progressivamente ocupados pelos delinquentes.

A Teoria das Janelas Partidas foi aplicada pela primeira vez em meados da década de 80 no metrô de Nova York, o qual se havia convertido no ponto mais perigoso da cidade. Começou-se por combater as pequenas transgressões: graffitis deteriorando o lugar, sujeira das estacões, alcoolismo entre o público, evasões ao pagamento de passagem, pequenos roubos e desordens. Os resultados foram evidentes. Começando pelo pequeno delito, conseguiu-se fazer do metrô um lugar seguro.

Posteriormente, em 1994, Rudolph Giuliani, o prefeito de Nova York, baseado na Teoria das Janelas Partidas e na experiência do metrô, impulsionou uma política de 'Tolerância Zero'.

A estratégia consistia em criar comunidades limpas e ordenadas, não permitindo transgressões à Lei e às normas de convivência urbana.

O resultado prático foi uma enorme redução de todos os índices criminais da cidade de Nova York.

A expressão 'Tolerância Zero' soa como uma espécie de solução autoritária e repressiva, mas o seu conceito principal é muito mais a prevenção e promoção de condições sociais de segurança.

Não se trata de linchar o delinquente, nem da prepotência da polícia. De fato, a respeito dos abusos de autoridade deve também aplicar-se a tolerância zero.

Não é tolerância zero em relação à pessoa que comete o delito, mas tolerância zero em relação ao próprio delito.

Trata-se de criar comunidades limpas, ordenadas, respeitosas da lei e dos códigos básicos da convivência social humana.

¨Artigo baseado no livro “Broken Windows” by James Q. Wilson and George L. Kelling¨

Cocôs de cachorros

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Pena que sujar o poste também é ilegal... E é aquilo que a gente já falou aqui. Chamar alguém de porcalhão pode ser educativo num primeiro momento, depois fica agressivo. É só durante alguns dias, pra mostrar que está incomodando... Mas no poste não!....

Biblioteca Cecilia Meireles

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Como escrevo para crianças frequentei muito essa biblioteca, que tinha um acervo incrível mas muitas vezes não tão organizado quanto gostaríamos.

E isso não era culpa de ninguém porque livro infantil é mesmo um caso sério... São fininhos, difíceis de organizar e num segundo se misturam e se perdem pelas estantes. Ainda mais quando várias crianças entram na biblioteca de uma vez.

Alguns eram bem velhinhos e eu mesma cheguei a doar uma montanha de livros que não iam ficar só lá, iam também para outros lugares por não serem infantis.

A biblioteca fica num local um pouco afastado, e é natural que em lugares assim a frequência não seja tão grande. Isso porque a Vila Romana e a Vila Ipojuca vêm crescendo mas nem sempre as pessoas que moram por aqui ficam no bairro. Viajam, trabalham o dia todo, andam mais de carro e muitas vezes nem sabem que lá na biblioteca podiam ler os jornais do dia, as revistas semanais e desenvolverem outras atividades, como usar a internet (quando estava funcionando...).

Uma vez ouvi algumas pessoas comentando que a biblioteca poderia ter atividades diversificadas, mas que as atividades logo eram desativadas por um ou outro motivo.

Também estive lá antes da reforma e pude acompanhar a dificuldade que foi reformar aquele telhado. O acervo diminuiu muito, por empréstimos não honrados, enchentes e a própria validade dos livros, que amarelam, emboloram, rasgam e sujam, ainda mais quando manipulados por crianças.

O que me pergunto é por que os gestores do lugar deixaram chegar a esse ponto. Perder metade do acervo é grave, mais da metade é muita coisa!

Pensei em tentar procurar editoras e os meios viáveis para recuperarmos o acervo, depois parei para refletir: Há muita gente ganhando para fazer isso! Se há menos de cem fichas cadastradas, é porque a biblioteca não trabalha sua divulgação.

Quando passei no concurso da Prefeitura, tinha o sonho de trabalhar lá. Mas me mandaram pro posto de saúde.

E aí vem de novo aquele assunto que falamos sobre a USP, os concursos públicos, os vestibulares e o método de escolha das pessoas e dos lugares. Será que o método dos concursos, obrigando o tal colocado a assumir o renunciar a "x" vaga, naquela área, naquele período, é mesmo justo ou injusto? Manter pessoas pouco adequadas num lugar público é ideal para o desenvolvimento da sociedade?

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Pra mim tem que jubilar essa galera pra fila de quem quer estudar andar!

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http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/11/estudantes-bloqueiam-entrada-da-unesp-em-apoio-aos-alunos-da-usp.html

FUVEST

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De novo sobre o assunto USP, muitas coisas que sempre escrevo aqui no blog vieram a tona nesse episódio:
  1. O que estamos aprendendo nas escolas realmente é importante para o desenvolvimento humano e nacional?
  2. O que falta no curriculum escolar? Serão matérias como educação patrimonial, políticas públicas, boas maneiras, etc?
  3. Quem são essas pessoas que passam na FUVEST? Ela realmente filtra nossos jovens de forma correta? Será que escolhem os futuros cientistas, pesquisadores e desenvolvedores nacionais? 
  4. Aulas de democracia e de respeito precisam ser dadas antes do vestibular e o vestibular precisa cobrar isso! A USP precisa encontrar uma forma de aprovar os alunos certos!
  5. Alunos certos são aqueles que consideram livre pensamento a falta de amarras intelectuais e não morais. Ser maconheiro é antigo! Quem pensa que fumar maconha é vanguarda é babaca! 
  6. A impressão que tenho quando vejo as imagens e escuto o papo dos gênios que invadiram a reitoria é que andaram assistindo a filmes da época militar e quiseram transportar aquele contexto para os dias de hoje. Só que aquela época já passou, o país mudou, se desenvolveu e quem quiser mudar as políticas públicas precisa encarar o grande desafio de ser um representante comunitário idôneo, e não impor as ideias com bombas e gritos. Quem fazia isso eram os militares da época da ditadura. Nessa história toda, ditadores são os alunos e não os representantes do poder público.
  7. A população deveria se manifestar pois eles estão destruindo o que é nosso. São os tais revolucionários que acabam inventando guerras e sacrificando vidas de pessoas inocentes.
  8. Ser representante comunitário é difícil, ir pelo caminho correto dá trabalho! Precisa ser inteligente, ter coragem, investir dinheiro e ter disponibilidade. Será que os estudantes da USP querem isso? 
  9. Escrevi um texto para a Viva Pacaembu na semana passada que vai sair no próximo jornal e coincidentemente falo um pouco sobre educação patrimonial e questiono o assunto "educação". Só que claro, esses estudantes não terão tempo de ler nada disso, pois estarão embriagados ou emaconhados, o que os impede de ter o pensamento livre que tanto proclamam.
  10. Quem tem medo da presença da polícia precisa ser investigado. E eles não têm nenhum direito de não quererem a polícia lá. Ninguém tem o direito de impedir a presença da polícia. A não ser que a USP tenha a intenção de se tornar o Morro do Alemão ou outro Morro qualquer, sustentada pelo trabalho da população honesta que está assistindo a tudo isso calada, esperando vagabundos imporem o horário do toque de recolher.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Sobre os estudantes da USP (Cadê a educação?)

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Nem mereciam que ninguém perdesse tempo falando sobre isso mas só pra não passar em branco, vejo essas pessoas como fantoches de partidos políticos e outras agremiações com claro interesse de gravar imagens fortes para serem veiculadas em época eleitoral.

São ainda crianças que no futuro verão, como eu e meus amigos vimos, que fomos marionetes da oposição na época do tal "Fora Collor". E quando perceberem isso, vão se sentir bobos e vão ficar com vergonha. Isso se até lá não tiverem se unido à turma que invade imóveis se auto-denominando "sem terra", "sem teto", ou qualquer coisa do gênero.

Já estamos em 2011 e esse tipo de golpe é velho conhecido. As raposas costumam usar os jovens, porque são ingênuos ainda.

Só que na minha opinião precisam arcar com o prejuízo do patrimônio público. Se têm dinheiro para comprar maconha, que paguem o prédio vandalizado. E que enquanto isso conversem com os mais velhos, que já conhecem melhor as armadilhas da vida.

sábado, 5 de novembro de 2011

Nossa cidade está cheirando mal

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Não é só o Pacaembu. Também o Mercado Municipal e seus arredores cheiram a fossa. Um cheiro de bueiro que vem das entranhas do subsolo, exala do rio. Urina no estacionamento. Fedor, nojento. Não concebo uma atração turística não apenas suja mas também fedorenta. Não indico nem recomendo. E o sanduíche de lá nem é tão grande coisa. Não sei que mania que brasileiro tem de inventar moda de lanche, lanchonete, restaurante, point e outros marketings mais. O lanche até tem qualidade, mas aquela montanha de mortadela no mesmo pão não cai bem. Embola. O ser humano está cada vez mais cheio de frescura mas limpeza e saneamento básico, educação que é bom... Tá difícil!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Oba, vamos ganhar mais espaço na São Silvestre!

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O novo percurso da tradicional corrida São Silvestre foi divulgado nesta sexta-feira, e a rua da Consolação não faz mais parte do trajeto. Entraram as avenidas Dr. Arnaldo e Pacaembu.

O novo traçado, segundo anunciado pela fundação Cásper Líbero, é o seguinte:

avenida Paulista (Masp / Itapeva)
avenida Dr. Arnaldo
rua Major Natanael
rua Capivari
rua Itápolis
praça Charles Miller
avenida Pacaembu
viaduto Pacaembu
avenida Marquês de São Vicente
rua Norma Pieruccini Gianotti
avenida Rudge
viaduto Engenheiro Orlando Murgel
avenida Rio Branco
avenida Ipiranga
avenida São João
rua Conselheiro Crispiniano
praça Ramos de Azevedo
viaduto do Chá
rua Líbero Badaró
largo São Francisco
avenida Brigadeiro Luis Antônio
rua Marechal Stenio de Albuquerque
rua Manoel da Nóbrega
avenida Pedro Álvares Cabral
Obelisco (chegada)

Em setembro deste ano, a organização já tinha anunciado mudanças no trajeto, com a final da corrida transferido da avenida Paulista para a praça Túlio Fontoura em frente ao Obelisco.

A intenção é evitar a aglomeração dos atletas com as pessoas que vão à avenida Paulista participar da festa de Réveillon. Em razão da comemoração de Ano-Novo, a prova perdeu área de escape de atletas ao fim do percurso, na região da avenida Brigadeiro Luís Antônio.

Só que a rua da Consolação continuava no percurso. Os atletas largariam na avenida Paulista e logo depois pegariam a via para passarem pelo centro da cidade. Agora, eles sairão da Paulista e vão até a avenida Dr. Arnaldo.

"Após reuniões técnicas, foi feita uma visita ao percurso. Com isso, pudemos verificar o traçado da prova e definir os 15 km da corrida", disse Julio Deodoro, diretor geral da corrida de São Silvestre.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/esporte/1001805-sao-silvestre-muda-trajeto-de-novo-e-nao-passara-pela-consolacao.shtml

domingo, 30 de outubro de 2011

Viva Pacaembu

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O desrespeito ao Pacaembu e à cidade de São Paulo

“São Paulo, compreendestes perfeitamente que o Estádio do Pacaembu é obra vossa, e para ela contribuístes com vosso esforço e vossa solidariedade. Compreendestes ainda, que este monumento é um marco da grandeza de São Paulo, a serviço do Brasil. Declaro assim inaugurado o Estádio do Pacaembu.”
Getúlio Vargas, 1940

Prezado Presidente, mais de setenta anos se passaram e venho mandar notícias de nosso estádio e de nossa região:

O Estádio do Pacaembu ficou famoso no mundo todo! Milhões e milhões de pessoas por aqui passaram, e ainda passam. Não há quem não tenha uma história para contar envolvendo o estádio ou seus arredores. O Pacaembu costuma ser chamado de “marco afetivo da cidade de São Paulo”, “templo consagrado do futebol”, entre outros apelidos que lhe foram dados com nó na garganta e lágrimas nos olhos.
Hoje ele abriga um museu! O Museu do Futebol nasceu com o intuito de contar a história de nosso povo através da história do futebol. Isso porque muitas pessoas passam horas e horas falando sobre esse esporte. Nas ruas, nos jornais, na televisão, no rádio... Atualmente os jogadores ganham muito dinheiro e as crianças sonham um dia ser como eles.
Mas muita coisa mudou por aqui. As pessoas, principalmente. Já não vestem mais ternos nem usam chapéus para ir ao estádio. Preferem se embriagar antes dos jogos e isso gera conflitos. Estão mais violentas! Não há partida onde não precisemos de grande contingente de policiais. Muitas vezes não é possível coibir as confusões que explodem dentro e fora do estádio.
Vivemos tempos estranhos... Apesar do Pacaembu ser um patrimônio amado e conclamado, nem todos procuram respeitá-lo. Sua grandeza se apequena diante da embriaguez da multidão, que urina e defeca em suas dependências e arredores. E isso não ocorre só em dias de jogos! Tem gente que viu nessa região o lugar ideal para viver jogado no mato, para beber cachaça, falar alto, arrumar encrenca, fazer barulho e vadiar.
Quem ama e cuida do Pacaembu fica triste, se mobiliza, se une e pede providências, tentando de todas as formas defender e preservar esse lugar. Mas tem gente que virou dona da rua, cobra pra estacionar, encobre as placas, mora nas praças, faz churrasco no posto de gasolina e nem quer saber das leis desse lugar.
Sabemos que o trabalho para construir e manter a região não foi nem tem sido pouco. Hoje, setenta e um anos depois, vemos que São Paulo tinha mesmo vocação para ser grande. E como a cidade cresceu... Ficou imensa! O que ainda falta é se fazer respeitar.


Fernanda Migliore Rodrigues

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Eu não fui à Audiência Pública do Orçamento da Zona Oeste

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Mas a Cleide Coutinho (Presidente do Conselho de Segurança da Lapa) e o Carlos Eduardo Minniti (Vice-Presidente do Conselho de Segurança Perdizes/Pacaembu) estiveram lá e lutaram pela nossa região.

Saiba mais:
http://www.camara.sp.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=6711:audiencia-da-zona-oeste-foca-questao-da-saude-e-enchentes&catid=124:orcamento&Itemid=65

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Escarrando na roça

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Fico pensando porque tantas pessoas têm o hábito de cuspir na rua. Esse hábito, antes quase que exclusivamente masculino, agora também figura no rol dos direitos iguais. Fico boba ao ver senhoras cuspindo na rua em frente a qualquer um. E penso que essas pessoas devem ter vindo de lugares onde as ruas eram de terra ou qualquer coisa do gênero.

Urinar na rua, deixar o cachorro fazer cocô, jogar saco de cocô, lixo e etc, também podem ser enquadrados na mesma categoria: Falta de educação, higiene e boas maneiras.

E na lista da falta de boas maneiras também estão outros hábitos que vemos em reuniões sociais, como não deixar o outro falar, falar ao mesmo tempo, desrespeitar, etc.

Outro dia, numa reunião, presenciei uma professora mostrando seu pior lado, quando ofendeu um senhor que estava tentando ajudá-la. Isso mesmo, ele estava tentando ajudá-la e ainda assim recebeu uma resposta atravessada. Novamente pensei que é impossível falar em educação quando temos professores sem educação. Entre a matemática, o português ou as boas maneiras, eu voto nas boas maneiras como medida para avaliar a educação de alguém.

Talvez nossa solução não esteja na economia nem na política. Nem na educação ambiental. Talvez nossa solução não passe pela escolaridade. Nem na educação moral e cívica.

É uma pena que as boas maneiras foram aos poucos sendo confundidas com "etiqueta social". Eu conheço pessoas ricas que se vestem com roupas caras mas têm problemas de higiene. Outras que fazem xixi no chão do próprio banheiro. Minha vizinha grita com um menino de sete anos e o chama de "vagabundo". Depois quer que na escola ele seja "educado".

As boas maneiras estão intimamente ligadas aos bons valores: Respeitar, ter asseio, agradecer, cumprimentar, ouvir, falar baixo, não usar palavras ofensivas, fazer as necessidades fisiológicas no vaso sanitário. Instituir essa meia dúzia de bons hábitos já solucionaria metade dos problemas da nossa cidade.

Obs: Aqui, nessa matéria chamada "Aula de boas maneiras" num site infantil, podemos conferir que uma grande quantidade de problemas que passamos horas tentando solucionar faz parte da lista do comportamento básico que a família deve ensinar à criança quanto mais cedo melhor:
http://www.clicfilhos.com.br/ler/981-Aula_de_boas_maneiras

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

AUDIÊNCIA PÚBLICA ORÇAMENTO 2012 (Zona Oeste)

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DIA 25 DE OUTUBRO - próxima terça-feira as 19h no auditório da Subprefeitura de Pinheiros - Avenida das Nações Unidas, 7.123 - Não deixem de comparecer! A sua participação é o que determinará o quanto a região Oeste e a Lapa deve ser respeitada por esses atuais vereadores.

Vamos relembrar a história no Diario da Lapa:
Vejam como foi a audiência que a conteceu na Lapa: http://www.diariodalapa.com.br/noti_lapa/orcamento_811.htm

Atenciosamente,

Cleide Coutinho

Presidente Conseg-Lapa